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7 de Abril de 2020

A Filosofia e a ética nos alicerces da democracia e de uma sociedade sem fronteiras

Nelson Morghetti, Advogado
Publicado por Nelson Morghetti
há 2 anos

Permitam-me fazer um raciocínio a respeito da propriedade intelectual quando o assunto envolve a filosofia que orienta a trajetória da humanidade e o que isso deve representar não para uma comunidade, não para um povo, mas, ao contrário, o que deve representar para a própria humanidade.

Ao tomarmos essa linha de raciocínio, e, nesse contexto, buscarmos razão (não a minha e não a sua), na essência que nos orienta na busca por uma sociedade sem fronteiras e que consiga alcançar a plenitude daquilo que poderia representar "o deus que habita em mim", então não seria mais lógico ao invés de estarmos perpetuando a disputa que sempre existiu na humanidade, desde os tempos em que ainda se encontrava em estado selvagem, começarmos a construir um caminho que permita, em um futuro não utópico, a eliminar toda e qualquer fronteira que insistimos traçar, quer seja física, quer seja ética, quer seja moral, ou mesmo intelectual?

Não seria mais ético/moral, ao invés de mantermos o egocentrismo, a vaidade ou a verdade que nos orienta em detrimento de outras fontes que, talvez de igual importância, poderiam, não de forma solo, mas em conjunto com nossas ideias e ideais, contribuir para o desenvolvimento de uma nova formatação social onde seja possível, eliminando as fronteiras (toda e qualquer) unificar os povos também em ideias e ideais?

É da essência do ser humano querer impor a sua verdade, a sua “originalidade”, a sua filosofia... a sua vaidade... e a história nos demonstra essa realidade, pois as sociedades que orientaram ou ousaram decifrar o que é o ser humano, impuseram suas filosofias como até na realidade contemporânea ocorre (também impomos nossos conceitos), sendo, talvez, essa a causa (verdade/vaidade) para um desenvolvimento ético e moral coletivo que ainda se encontra em tenra idade.

Ouso, e me perdoem por ousar, dizer assim, pois acredito que todos os filósofos, estudiosos, e também aqueles que inspiraram e continuam a inspirar o meio social, cada qual em seu tempo, foram e continuarão sendo importantes para nos orientar a evitar os erros e, com isso, construir a formatação social que possibilite a orientação do caminho para se alcançar uma democracia plena.

Creio ser mais vantajoso deixarmos de nos preocupar em sermos "originais" para - nos alicerces construídos pela humanidade até a realidade contemporânea – tentarmos, como argamassa a ser utilizada nessa construção moral, elaborar uma razão que permita produzir em um futuro uma realidade que ainda acredito não ser utópico, produzir uma humanidade composta de indivíduos que respeitem o próximo, que respeitem o bem comum e que consiga entender a necessidade de se respeitar toda e qualquer vida que compartilha conosco a exista neste sistema...

Utopia? Creio que sua tradução é acharmos que não somos capazes...

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